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segunda-feira, 16 de maio de 2011

THUNDERBIRDS (1965)






Em meados de 1995 o SBT se associou as indústrias de brinquedos para ganhar mais dinheiro com a exibição da série THUNDERBIRDS, no Programa Sergio Mallandro, embora não tenha feito o sucesso esperado, ela me encantou logo de cara, pois era bem diferente, tinha aventura, ficção, espionagem e catástrofes bem ao estilo inglês, sem falar nos astros do seriado que eram pra lá de diferentes. THUNDERBIRDS estreou oficialmente no dia 30 de setembro de 1965 na Inglaterra e foi bem inovadora e inventiva para a época, criada pelo inglês Gerry Anderson, que usou um processo chamado Super-Marionetion, onde usava marionetes como atores e maquetes como cenários.
A série teve 32 episódios e dois filmes para cinema (Não estou contando com o péssimo remake, de 2004, produzido pela Universal, OS THUNDERBIRDS).
E conta a história da família Tracy, onde o ex-astronauta, Jeff Tracy depois de perder a esposa em um acidente, decide investir sua fortuna na mais avançada equipe de resgate e salvamento do mundo, intitulado Resgate Internacional, composto pelos filhos de Jeff; Scoot, Virgil, Alan, Gordon e John. Cada um deles pilota uma nave de resgate com uma especialidade especifica.
Toda a tecnologia utilizada pela Equipe Especial foi elaborada por Brains.
E quase todos os grandes desastres em que os Thunderbirds entram em ação, são causados por terroristas e vilões que tem como objetivo roubar a tecnologia do Resgate Internacional.
Mas por sorte Jeff tem a seu serviço, a espiã, Lady Penelope, que com a ajuda do seu mordomo, Parker, mantém o chefe da família Tracy, informado dos planos maléficos dos terroristas e outros vilões.
O interessante da série é a riqueza de detalhes que se encontra na produção, percebesse o cuidado que se tem de tornar, os movimentos, as marionetes e os cenários os mais realistas possíveis. Por isso e pelo enredo riquíssimo, que considero THUNDERBIRDS uma das séries infanto-juvenis mais legais de minha infância.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

BLOW UP - DEPOIS DAQUELE BEIJO (1966)



Titulo Original: Blow Up
Direção: Michelangelo Antonioni
Ano: 1966
Origem: Inglaterra/ Itália 

Quando fui assistir ao filme, Blow Up – Depois Daquele Beijo (Blow Up), tive a certeza que não iria me arrepender, pois só por ser de um dos grandes diretores da história do cinema italiano, a garantia de um roteiro denso, com imagens poéticas e uma direção impecável eram certas.
Produzido em 1966, pela MGM – Metro Goldwin Meyer, o filme foi dirigido, escrito e produzido pelo cineasta italiano Michelangelo Antonioni. E foi o primeiro que ele dirigiu com idioma em inglês.
A história se passa no ano de 1966, na Inglaterra e conta a história do fotografo excêntrico, Thomas (David Hemmings), que está entediado com sua profissão, ele não acha fotografar modelos muito interessante,
Certo dia depois de tirar sem autorização fotos de beijos de um casal em um parque, ele é seguido pela mulher, que se chama Jane (Vanessa Redgrave), ela insiste para que ele lhe entregue o filme, pois aquelas fotos podem destruir sua vida pessoal e a do homem que ela estava beijando.
Thomas se recusa a entregar. Ao chegar a seu estúdio e revelar as fotos e olhar mais atentamente para elas, ele descobre que o homem que estava aos beijos com Jane foi assassinado, quando as fotos foram tiradas.
Thomas passa a investigar por si só o assassinato e com o decorrer da história em meio a shows de rock inglês, maconha, suspense e alienação percebe-se que aquilo era muito maior do que ele imaginava.
A produção de Blow Up – Depois Daquele Beijo, assim como todas as produções de Antonioni é muito bem trabalhada em todos os aspectos, de imagem, enquadramento, desenho de produção, figurino, edição, tudo na medida certa.
O que impressiona no filme são as direções de fotografia e de arte, realmente impecáveis, esses dois artifícios fazem da película, uma produção totalmente requintada e muito bem trabalhada.
O filme tem uma narrativa densa, onde os diálogos são praticamente inexistentes; mas quem precisa de diálogos, quando cada imagem fala por si mesmo? É isso que o filme é uma orgia de belas imagens, em um roteiro simples, que mostra a fotografia de varias maneiras diferentes.por isso tem tirado fotos mais alternativas por conta própria.






                                                   Curiosidades

O filme é uma adaptação do conto; As Babas del Diablo escrito pelo argentino Julio Cortazar, em 1959.

O filme mostra fase a fase, da produção de revelação e ampliação de uma fotografia tirada na década de 60.

quarta-feira, 30 de março de 2011

QUENTIN TARANTINO (DIRETOR, ROTEIRISTA, PRODUTOR E ATOR)




Eu tinha uma idéia muito restrita de o que era um bom diretor de cinema, para mim um bom diretor era aquele que fazia um filme cheio de efeitos especiais, que enchiam aos olhos. Mas isso mudou quando assisti PULP FICTION - TEMPO DE VIOLÊNCIA (PULP FICTION), em meados de 1996, esse filme me abril os olhos para um novo mundo, onde a violência e ótimos diálogos são a chave para um cinema real e verdadeiro, sem precisar recorrer à tecnologia e orçamentos milionários, acessíveis apenas para poucos.
Com certeza nenhum diretor foi tão ousado e criativo, mudando as estéticas dos filmes hollywoodianos como Quentin Tarantino, não só nesse, mas em todos os filmes que dirigiu ele homenageia de forma livre e criativa, retomando obras do cinema que nem sempre são conhecidas do grande publico como filmes de ação baratos.
Ele tem um dom de explorar a violência como ninguém, fazer litros de sangue e mortes cruéis parecerem divertidas.
My Best Friend's Birthday (1987)
Adoro a violência. Às vezes acho que Thomas Edison inventou a câmera só para que pudéssemos filme-la.”
Ele consegue tornar diálogos longos, super interessantes, sem fazer o espectador perder o interesse.
Dialogo é fácil para mim. Meus diálogos são bons porque saem facilmente. Eu quase sinto que não é meu. É uma das coisas que Deus me deu.”
Tarantino sempre foi apaixonado por cinema, mas antes se interessou por atuação, pois com 16 anos já estudava as artes dramáticas no James Best Teathre Company e depois deu continuidade na Allen Garfield's Actors Shelter. Mas seu conhecimento sobre a sétima arte teve inicio, depois que ele começou a trabalhar em uma locadora de video em Manhattan Beach, onde assistindo a vários filmes o dia todo, conseguiu conhecimento suficiente para se tornar uma enciclopédia pop humana.
Em 1987, Tarantino realizou seu primeiro filme, do qual não tem muito orgulho, filmado em 16 mm, MY BEST FRIEND'S BIRTHDAY, tem apenas 69 minutos e teve seu final perdido, pois os rolos dos filmes foram se desgastado com o passar do tempo. 
Dirigindo o filme Cães de Aluguel (1992)
Depois de algum tempo, vendeu seu primeiro roteiro, mas ele tinha como objetivo atingir o grande publico dirigindo seu primeiro filme e com o apoio do amigo Lawrence Bender (que foi produtor de todos os seus filmes, com exceção de À PROVA DE MORTE) e do ator Harvey Keiteil, que lhe deu legitimidade, ao financiar a produção do filme CÃES DE ALUGUEL (RESERVOIR DOGS) de 1992, o primeiro com roteiro e direção de Quentin Tarantino. O elenco era composto por, Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen, Steve Buscemi e Chris Penn. Com esse filme ele quebrou todas as regras de Hollywood ganhando a credibilidade dos estúdios e respeito da critica.
Tarantino com o elenco de Pulp Fiction (1994)
No ano seguinte, em 1993, o primeiro roteiro que ele vendeu, ganhou vida através das mãos do diretor Tony Scott, com o filme AMOR A QUEIMA ROUPA (TRUE ROMANCE), com Christian Slater, Patricia Arquette, Dennis Hooper, Val Kilmer e Brad Pitt.
Em 1994, Tarantino passou por dois momentos, um ruim e um bom. Primeiro ele vendeu seu segundo roteiro para Hollywood e viu toda a sua idéia original ser distorcida no filme, ASSASSINOS POR NATUREZA (NATURAL BORN KILLERS) de Oliver Stone, com Woody Harrelson, Juliette Lewis e Robert Downey Jr.. Isso fez com que ele socasse o produtor do filme e prometesse a si mesmo que nunca mais venderia outro roteiro. Mas também teve um ótimo momento quando ganhou a Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cannes, o Globo de outro de melhor roteiro e o Oscar de melhor roteiro original, no segundo filme que dirigiu e roteirizou PULP FICTION - TEMPO DE VIOLÊNCIA (PULP FICTION), com uma reunião de astros que até aquela época estavam em decadência, John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman e Bruce Willis, com participação de Harvey Keitel e Tim Roth. O filme foi um sucesso estrondoso surpreendeu a todos e mostrou que o diretor estava ali para inovar.
Um Drink no Inferno (1996)
No mesmo ano, Tarantino dirigiu o episódio “Motherhood”(“Maternidade”) da primeira temporada da série ER: PLANTÃO MÉDICO (ER).
Logo em seguida, no ano de 1995, ele se uniu a outros diretores como o amigo Robert Rodriguez juntamente com Alexandre Rockwell e Allison Anders. Para dirigir a quarta parte das pequenas situações isoladas da comédia de humor negro GRANDE HOTEL - UMA COMÉDIA CINCO ESTRELAS (FOUR ROOMS) com Tim Roth, Madonna, Antonio Banderas e Bruce Willis.
No ano seguinte, em 1996, Tarantino assumiu sua tara por pés ao roteirizar e atuar ao lado de Gegorge Clooney, Juliette Lewis e Harvey Keitel no filme UM DRINK NO INFERNO (FROM DUSK TILL DOWN) dirigido pelo seu amigo Robert Rodriguez.
No mesmo ano, produziu o filme ELE MATA E NÓS LIMPAMOS (CURDLED) dirigido por Red Braddock.
Dois anos depois, em 1997, Tarantino, voltou a fazer um filme totalmente autoral, JACK BROWN, com Pam Grier, Samuel L. Jackson, Michael Keaton, Robert De Niro e Bridget Fonda. Diferente dos anteriores, não teve o sucesso esperado.
Enquanto dirigia Jack Brown (1997)
Depois de anos parado escrevendo seus futuros filmes, Tarantino voltou a dar as caras em 2003, quando foi produtor do filme televisivo, baseado na espiã das Histórias em Quadrinhos, MEU NOME É MODESTY BLAISE (MY NAME IS MODESTY) dirigido por Scott Spiegel.
Em 2005, os produtores do policial televisivo, CSI: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL (CSIconvidaram o diretor e roteirista, que é fã da série para realizar o episódio duplo, Perigo a Sete Palmos (Grave Danger), que encerrou a 5ª temporada do seriado.
No mesmo ano ele voltou a ativa com o seu quarto filme KILL BILL: VOL. 1, uma homenagem aos filmes chineses de Kong Fu da década de 70, com Uma Thurman, Vivica A. Fox, Lucy Liu, Daryl HannahMichael Madsen e David Carradine.
Durante as gravações de Kill Bill Vol.1 (2005)
 No ano seguinte, em 2004 foi lançada a continuação KILL BILL VOL. 2, que foi gravado simultaneamente com o primeiro.
No mesmo ano ele foi diretor convidado, dirigindo uma cena de dialogo entre os atores Clive Owen e Benicio Del Toro, no filme adaptado dos quadrinhos de Frank Miller, SIN CITY A CIDADE DO PECADO (FRANK MILLER'S SIN CITY), dirigido por Robert Rodriguez e Frank Miller.
Meses depois, ele assumiu a produção executiva do filme de terror, O ALBERGUE (HOSTEL), dirigido e roteirizado por Eli Roth.
Dois anos depois, em 2007 ele voltou à produção executiva da sequência O ALBERGUE - PARTE II (HOSTEL - PART II), com Eli Roth de volta roteirizando e dirigindo.
Poucos meses depois, ele voltou a trabalhar com seu amigo Robert Rodriguez para ressuscitar os antigos filmes GrindHouse (filmes baratos da década de 70, que eram exibidos em sessões duplas de cinema, onde se comprava um ingresso para assistir a dois filmes cheios de violência e apelo sexual) e dessa união surgiu GRINDHOUSE: PLANETA TERROR/À PROVA DE MORTE (GRINDHOUSE: PLANET TERROR/DEAPH PROOF), que assim como os Grindhouse da década de 70, foram lançados juntos em uma sessão dupla.
Dupla dinâmica: Robert Rodriguez e Quentin Tarantino
O primeiro PLANETA TERROR (PLANET TERROR) teve direção de Robert Rodriguez, já o segundo À PROVA DE MORTE (DEATH PROOF) com Kurt Russel e Rosario Dowson, teve direção de Quentin Tarantino, infelizmente os americanos não entenderam a idéia e muita gente sair do cinema antes de começar o segundo filme, isso acabou fazendo com que ambos fracassassem nas bilheterias e acabaram sendo lançados individualmente nos demais países, quebrando a idéia original e até cortando os trailers Fake, MACHETE dirigido por Robert Rodriguez, WEREWOLF WOMEN OF THE SS dirigido por Robie Zumbie, DON'T dirigido por Edgar Wright e THANKSGIVING dirigido por Eli Roth,(com exceção de MACHETE, que aparece antes de PLANETA TERROR e virou filme de verdade dirigido por Robert Rodriguez em 2010), que aparecem antes de cada filme e dão aquele ar retro a produção.
Nas gravações de Bastardos Inglórios (2009)
No ano de 2009, Tarantino voltou à ativa e passou a ser conhecido mundialmente ao roteirizar e dirigir BASTARDOS INGLÓRIOS (INGLOURIOUS BASTERDS), com Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Diana Kruger e Eli Roth. Com apenas 7 milhões, o diretor fez um verdadeiro épico fictício que muda totalmente a história da segunda guerra mundial, com isso ele concorreu a seis Oscar incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro original.
A verdade é que quando se trata de Quentin Tarantino, sangue, violência, citações, estilos variados de musica e ótimos diálogos nunca são demais.


TARANTINO'S MIND
Em 2006 no Brasil, foi produzido o curta metragem TARANTINO’S MIND, que é uma verdadeira homenagem ao diretor e tem uma teoria de que todos os filmes que Tarantino roteirizou e dirigiu (com exceção de JACK BROWN) estão interligados de uma forma em que todas as histórias são apenas uma. O curta teve roteiro e direção de cariocas anônimos que usaram o pseudônimo de 300 Ml e teve seu elenco composto pelo ator Selton Mello e pelo cantor Seu Jorge.

Assista ao curta TARANTINO'S MIND aqui: http://www.youtube.com/watch?v=op4byt-DtsI


AS TRILHAS SONORAS DE TARANTINO

Em todos os filmes que Tarantino dirigiu; tem um fator que é tão importante quanto o enredo, os diálogos e a violência. E esse fator é a trilha sonora, que compõe de maneira pessoal e única cada um dos filmes do diretor.

Todos têm musicas marcantes, que deixaram sua marca, de uma forma, que quando se ouve uma delas, se lembra de um momento memorável de algum filme do diretor. 
Em seus filmes as musicas variam, dos mais diferentes estilos, passando do jazz, Blues, Rock, musicas instrumentais, algumas vezes desconhecidas e de certa forma até estranhas; mas que de uma forma ou de outra casam perfeitamente com a cena em que ela está presente.


downlowoads das trilhas:
CÃES DE ALUGUEL (RESERVOIR DOGS)
PULP FICTION - TEMPO DE VIOLÊNCIA (PULP FICTION)
KILL BILL VOL. . 1
KILL BILL VOL . 2
À PROVA DE MORTE (DEAPH PROOF)
BASTARDOS INGLÓRIOS (INGLOURIOUS BASTERDS)

sábado, 26 de março de 2011

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL (2001)



Titulo Original: Harry Potter and the Filosopher's Stone
Direção: Chris Collumbus
Ano: 2001
Classificação: Livre


Quando HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL (HARRY POTTER AND THE FILOSOPHER'S STONE) estreou nos cinemas em 2001, eu não me interessei muito em assistir, pois nem havia lido os livros. Para mim, naquela época Harry Potter não passava de uma modinha literária.
Eu só fui ver o filme, três semanas após a estréia. Sai da sessão maravilhado com a criatividade da história e depois disso passei a me tornar um admirador da saga Harry Potter.
Baseado em um livro de J.K. Rowling, HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL, foi produzido pela Warner Bros. e tem direção de Chris Columbus (ESQUECERAM DE MIM).
O filme conta a historia de Harry Potter (Daniel Redcliffe), um garoto que tem uma cicatriz na testa em forma de raio, ele é deixado na porta da casa de seus tios quando tem 1 ano de idade e desde então passa a ser criado por eles como um fardo.
Quando completa 11 anos, Harry recebe a visita de Hagrid (Robbie Coltrane), que lhe diz que seus tios são trouxas (nome que se dá as pessoas que não são bruxos) e que ele é um bruxo conhecido, filho dos famosos Thiago e Lilian Potter, que foram mortos por “aquele-que-não-se-deve-ser-nomeado” Lord Voldemort, no dia que Harry ganhou sua cicatriz, pois foi o “você-sabe-quem” (Lord Valdemort) que fez aquela marca ao tentar matá-lo com um feitiço.
De agora em diante Harry, estaria matriculado na escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, um colégio internato onde ele irá aprender tudo o que um bruxo deve saber sobre magia.
Em Hogwarts, Harry faz amizade com o humilde Ronald (Rony) Weasley (Rupert Grint) e com a inteligente Hermione Granger (Emma Watson).
Certo dia depois de receber os correios deixados pelas corujas, Harry ao ler as ultimas noticias do jornal O Profeta Diário, descobre que tentaram roubar, Gringots, o Banco dos Bruxos, exatamente o cofre 713, no qual Hagrid esteve antes de começar as aulas junto com ele, para pegar um objeto misterioso, assunto sigiloso de Hogawrts.
Daí em diante ele junto com seus amigos, meio que por acaso, começa a investigar, sobre a tentativa de roubo ao banco. Além das provas, deveres e castigos da escola, Harry, Rony e Hermione têm que enfrentar vários perigos como trasgos, cérberos, chaves voadoras, xadrez de bruxo gigante e alguém que até então se achava estar morto, para tentar desvendar esse mistério.
Mas a verdade é que o filme poderia ser muito mais do que foi, pois Chris Collumbus acabou o deixando infantil demais, a verdade é que muitas coisas desnecessárias do livro foram incluídas no filme, fazendo momentos importantes e mais interessantes ficarem fora do roteiro.
 Para quem não leu o livro, o filme HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL, apesar das falhas é uma aventura infantil que agrada, principalmente pela parte técnica, o figurino, a direção de arte e a fotografia são bonitos e glamorosos. Isso faz dele uma referencia visual, embora não tenha nada de inovador e muito empolgante em seu roteiro (com exceção da cena do quadribol, sem duvida a mais eletrizante dessa primeira aventura do bruxinho no cinema). O que me deixou um tanto decepcionado foi o final, que bem diferente do livro teve a carga de violência amenizada, sem falar que é rápida demais, mesmo com todos esses problemas o filme cumpre o seu papel, tentar ser o mais fiel possível ao livro.


                                                     curiosidades

Antes de Chris Collumbus entrar no projeto, o mais cotado para a direção, foi Steven Spielberg, que queria uma animação em computação gráfica com Haley Joel Osment dublando e servindo de modelo para Harry Potter.

Uma das exigências de J.K Rownling quando vendeu os direitos de adaptação para a Warner foi de que todo o elenco fosse inglês.

O filme teve orçamento de 120 milhões de dólares.

Mais de 60 mil crianças foram entrevistadas para interpretar o personagem, Harry Potter.

A autora J.K Rowling acompanhou de perto as gravações para garantir a fidelidade à obra.

J.K Rownling se dedicou tanto ao filme, que acabou atrasando a publicação do quinto livro da série Harry Potter e a Ordem da Fênix.

O filme concorreu a três Oscar, melhor direção de arte, melhor figurino e melhor trilha sonora.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

DESRESPEITO AO OSCAR NA TV ABERTA






Desde minha adolescência eu acompanho o Oscar, a premiação máxima do cinema, mas infelizmente desde que a Rede Globo passou a exibir um certo Reality Show chamado Big Brother Brasil (BBB), começou a mostrar total desrespeito com os aficionados por cinema que não tem acesso a TV por Assinatura ou a internet de boa conexão.
Não entendo como a emissora, que tem a maior audiência do Brasil exibe A cerimônia que premia os melhores filmes do ano pela metade, cortando várias premiações importantes e mostrando que o telespectador não é digno de respeito e nem de consideração.
Para que adquirir os direitos do Oscar, se nunca vai exibi-lo na integra?
Todos criticam o SBT, mas é indiscutível que em se tratando de Oscar a emissora do dono do Baú exibiu com muito respeito à premiação, ate na época do Reality Show, Casa dos Artistas que chegava a dar 40 pontos de audiência, a emissora fez questão de terminar o Reality mais cedo para exibir a cerimônia na integra, além disso, foi o Sistema Brasileiro de Televisão que incluiu as legendas as canções indicadas a melhor musica e ainda mostrava os vencedores do Framboesa de Ouro (Premiação dos piores filmes do ano) ao final da cerimônia.
Bem apesar de as vezes escolher mal as apresentadoras, no caso Cintia Benini e Analice Nicolau o SBT sempre deu prioridade a premiação, coisa que a Globo não faz, todo ano é a mesma coisa, corta mais de uma hora da cerimônia que passa apenas uma vez por ano, para exibir um programa, que passa todo o santo dia. Até quando a Rede Globo irá cometer esse erro?
Gostaria de saber o que o comentarista da premiação na emissora, o ator José Wilker, que é apaixonado por cinema, acha desse desrespeito com os cinéfilos? 
A Globo tem que perceber, que embora o BBB seja sua maior audiência, existe um publico seleto que prefere coisas mais interessantes, do que um grupo de desconhecidos confinados dentro de uma casa fazendo coisas que fazemos todos os dias e assim como a maioria dos telespectadores esse grupo seleto merece respeito.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ADAPTAÇÕES DA DC VS. ADAPTAÇÕES DA MARVEL NO CINEMA - PARTE 3 (2000 - 2005)



Em 2000 aconteceu o boom das adaptações e veio o primeiro de muitos filmes, que buscam a maior fidelidade possível as HQ's, agrandando não apenas ao publico, mas também aos fãs de quadrinhos.
X-men (2000)
O primeiro a dar inicio a essa demanda foi a adaptação dos personagens da Marvel, X-MEN, produzido pela Twentieth Century Fox e dirigido por Bryan Singer (OS SUSPEITOS). O filme, embora tenha ido para um lado mais real, fugindo aos exageros da HQ, soube tratar de maneira realista o preconceito que ocorre entre humanos e mutantes, se tornando um grande sucesso e revelando ao mundo o talento de Hugh Jackman, que interpretou com maestria o personagem Wolverine.
Dois anos depois, em 2002 a Columbia Pictures lançou uma das adaptações mais esperadas entre os fãs de HQ, o personagem de maior sucesso da Marvel, HOMEM-ARANHA (SPIDER-MAN)
Homem-Aranha (2002)
O filme foi dirigido por Sam Raimi (UMA NOITE ALUCINANTE) e com, o até então desconhecido, Tobey Maguire, interpretando perfeitamente o herói. O filme é ótimo, altamente fiel aos quadrinhos, mesmo indo para um lado mais humano e realista, mudando totalmente o uniforme do Duende Verde, que virou uma armadura bem diferente da dos quadrinhos. Como já era de se esperar, o filme foi uma das maiores bilheterias daquele ano, depois dele praticamente todas as adaptações de personagens da Marvel para o cinema, se tornaram garantia de sucesso.
Demolidor - O Homem sem Medo (2003)

Poucos meses depois foi lançado BLADE II – O CAÇADOR DE VAMPIROS (BLADE II) dirigido por Gullermo Del Toro (O LABIRINTO DO FAUNO), com Wesley Snipes novamente no papel titulo, o filme superou o anterior, o enredo, tornou-se mais sombrio e sangrento, os efeitos melhoraram também e a história ficou mais complexa. O filme agradou a critica e os fãs garantindo uma continuação.
O ano de 2003 foi o ano da Marvel no cinema, três filmes de personagens da editora foram feitos, o primeiro a ser lançado, foi DEMOLIDOR – O HOMEM SEM MEDO (DAREDEVIL), produzido pela Twentieth Century Fox, com direção de Mark Steven Johnson (Um dos roteiristas de DOIS VELHOS MAIS RABUGENTOS) e com Ben Affleck, no papel principal e Jennifer Garner, como a assassina Elektra. O filme foi bastante realista e sombrio visualmente, mas isso não ajudou muito, graças às cenas de luta inspiradas no filme MATRIX, que acabaram quebrando o clima realista da história. A origem foi bem fiel aos quadrinhos, mas a meu ver, pecou no estilo de luta escolhido, na escolha de Jennifer Garner para o papel de Elektra, pois não vejo semelhança alguma com a personagem. O fato de o Rei do Crime ser negro não me incomodou, achei a idéia até interessante, já que o objetivo do filme era ser mais real esteticamente. Embora tenha feito sucesso, ele foi mediano se comparado aos seus antecessores.
Hulk (2003)
Logo depois, foi lançado X-MEN 2, também produzido pela Fox, com Bryan Singer novamente na direção. O filme é bem superior ao primeiro, mais personagens da HQ estão presentes e diferente do anterior, a ação e a aventura foram mais bem exploradas nessa sequência, sem esquecer o realismo.
Em seguida, a Universal Pictures lançou, HULK, dirigido por Ang Lee (O SEGREDO DE BROKEBAK MOUNTAIN), com Eric Bana, interpretando Bruce Banner e a computação gráfica dando vida ao personagem título. O filme não fez feio nas bilheterias, a direção de Ang Lee ficou perfeita em minha opinião, ele transpôs para as telas todo o clima das histórias em quadrinhos, com ângulos e efeitos de câmeras inimagináveis, embora fuja da verdadeira origem do personagem, o filme tentou ser mais real, mostrando o lado mais humano, esquecendo um pouco da pancadaria. Agradou ao estúdio, mas desagradou aos fãs e principalmente a critica, que esperava algo mais do diretor, que ganhou o Oscar em 2001 de melhor filme estrangeiro, com O TIGRE E O DRAGÃO.
O Justiceiro (2004)
Em 2004 duas adaptações da Marvel foram lançadas, a continuação HOMEM-ARANHA 2 (SPIDER-MAN 2), com a mesma equipe do anterior.
O filme se baseou totalmente nos quadrinhos clássicos de Stan Lee (criador do personagem), ele é superior ao primeiro, pois o herói tem mais desafios, tornando o enredo mais denso. O filme ganhou Oscar de efeitos especiais.
No mesmo ano foi lançado, a nova versão de, O JUSTICEIRO (THE PUNISHER), produzido pela Lions Gate Films, com direção de Jonathan Hensleigh (um dos roteiristas de JUMANJI), e Thomas Jane no papel principal. O filme esqueceu a origem clássica do personagem e criou uma totalmente nova, acabando com a chance de o filme sair melhor que a versão de 89, o ator Thomas Jane esta terrível no papel principal, assim como a coadjuvante, Rebecca Romjn que esta em um papel de dar pena. Além desses problemas o roteiro é cheio de falhas, tudo isso contribuiu para o fracasso nas bilheterias, tornando-o o primeiro filme da Marvel a não ser lançado nos cinemas mundialmente.
Mulher-Gato (2004)
Com certeza alguns executivos da Warner/DC não deveriam estar em seu juízo perfeito, quando aprovaram a produção do lixo cinematográfico, MULHER-GATO (CATWOMAN) em 2004, dirigido por Pitof (VIDOCQ), com Halle Berry interpretando a felina. O filme é horrível, nada se salva, o roteiro é sofrível, o figurino é ridículo e os efeitos não convencem (Quem em sã consciência, achou que essa bomba iria dar certo?) em resumo o filme fracassou literalmente em todos os sentidos.
Blade Trinity (2004)
No mesmo ano surgiu o ultimo filme do caçador de vampiros Blade, BLADE TRINITY, foi lançado pela New Line Cinema, com direção do roteirista David S. Goyer (BLADE II – O CAÇADOR DE VAMPIROS), o filme é muito ruim, se comparado aos anteriores. Ao elenco foram incluídos os astros Jessica Biel e Ryan Reynolds, que serviram para roubar a cena de Wesley Snipes, que mal fala no filme, tornando Blade um coadjuvante de sua própria história. Embora inferior conseguiu se dar bem nas bilheterias.
Elektra (2005)
Em 2005 começaram a surgir filmes nada empolgantes baseados em personagens da Marvel, o primeiro foi ELEKTRA produzido pela Fox, com direção de Rob Bowman (REINO DE FOGO) e Jennifer Ganner (que não lembra em nada a personagem) de volta no papel de assassina, que havia interpretado em 2003. O filme é horrível, não tem nada a ver com os quadrinhos, Elektra tem poderes, coisa inexistente nas HQ's e a história é muito sem lógica, poderia ser mais aturável, se não fosse baseado na personagem. Claro que tudo isso contribuiu para o fracasso do filme não só por parte da critica, mas do publico também.
Em seguida a Warner/DC deu a volta por cima ao adaptar o selo VERTIGO (a linha de quadrinhos adultos da DC), com o filme CONSTANTINE, inspirado na HQ, 
Constantine (2005)
Hellblazer, o nome foi alterado por causa da semelhança com o filme HELLRAISER, a direção ficou nas mãos de Francis Lawrence (EU SOU A LENDA) e Keanu Reeves no papel principal, o que causou raiva em muita gente, pelo fato do personagem nas HQ's ser inglês e loiro, duas características que não fazem parte do DNA de Reeves. O filme é muito bom e fiel aos quadrinhos, agradou a critica e ao publico, só não agradou aos fãs fervorosos do personagem e ao criador, Allan Moore, que simplesmente abomina qualquer adaptação feita de suas histórias.
Batman Begins (2005)
A Warner/DC estava disposta a retomar a franquia Batman e para isso acontecer, teria que começar do zero, então chamaram Christopher Nolan (AMNÉSIA) para dirigir BATMAN BEGINS, agora com Chritian Bale encarnando o herói, o filme é ótimo, tornou a história adulta e realista, esqueceu e mudou tudo que tinha sido errado nos filmes anteriores, agradando a critica e aos fãs, fazendo com que, Batman voltasse a ser garantia de sucesso.
Pouco tempo depois, a Fox lançou o filme QUARTETO FANTÁSTICO (FANTASTIC FOUR) baseado nos personagens da Marvel, com direção de Tim Story (TAXI), com Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans e Michael Chiklis, interpretando respectivamente os personagens, Senhor Fantástico, Mulher Invisível, Tocha Humana e Coisa.
Quarteto Fantástico (2005)
O filme deixa muito a desejar em todos os sentidos, o enredo é muito infantil os efeitos são muito simples e os personagens agem de maneira irreal, como se ganhar poderes, fosse a coisa mais simples e comum do mundo. Mesmo com todos esses problemas o filme foi fiel aos quadrinhos e se deu muito bem nas bilheterias.
Poucos sabem, mas o drama MARCAS DA VIOLÊNCIA (A HISTORY OF VIOLENCE) produzido pela New Line Cinema e dirigido por David Cronenberg (A MOSCA), com Viggo Mortensen no papel principal é baseado em uma Graphic Novel do selo, VERTIGO da DC Comics. O filme é perfeito, sensível, violento e tão fiel que concorreu ao Oscar de melhor roteiro adaptado. O filme trata de maneira polêmica, até que ponto pode chegar a natureza humana, sem poupar o publico de cenas cruéis e chocantes.
De 2000 á 2005 é clara a vitória dos filmes da Marvel, pois foi X-MEN que deu inicio a todas as adaptações que são produzidas até hoje. Quatro grandes filmes adaptados da Marvel foram produzidos contra três grandes filmes da DC. Em breve a parte 4.